DIURÉTICOS, LAXANTES E OUTROS
Infelizmente, hoje em dia temos vistos na mídia vários anúncios aonde os laxantes são apresentados como verdadeiros "produtos de beleza", muitos desses anúncios prometem deixar quem os usa com uma barriga "lisinha", uma pele maravilhosa.
Lembre-se que a função e qualquer anuncio é vender o produto,apresentando-o de uma forma suficientemente atraente, e, oferecendo uma série de vantagens que são muito sedutoras, especialmente para o publico feminino. Pode-se até afirmar que atualmente, os laxantes são vendidos como um "produto para a beleza para mulheres", como ,se medicamento com uso especifico e uma série de efeitos colaterais, pude-se ser comparado a um "complemento para a beleza da mulher", assim como uma maquiagem ou um assessório de moda.
Eu gostaria que na próxima vez em que você fosse exposta a este tipo de propaganda, passe-se a enxerga-la com uma outra visão. Afinal , laxantes são medicamentos e, não vão deixa-las mais bonita e/ou mais magra.
Pare, Analise e Decida . Não deixe que uma propaganda decida o que é adequado ou não para você.
Valéria Lemos Palazzo Psicóloga CRP 06/35173
Os transtornos alimentares causam danos físicos e psíquicos. A anorexia e a bulimia causam mais mortes do que qualquer outra doença psiquiátrica. Os transtornos alimentares em geral são a terceira doença crônica mais comum, ficando abaixo apenas da asma e da obesidade.
LAXANTES
E DISTÚRBIOS ALIMENTARES
O
uso excessivo de laxantes é PERIGOSO.Pessoas
com distúrbios alimentares usam os laxantes com um meio de “eliminar” do
organismo as calorias indesejadas, e promover perda de peso. Também abusam dos
laxantes porque estão constantemente constipadas (intestino “preso”, sem
funcionar), por causa da pequena quantidade de alimento que consomem, não
fornecendo uma quantidade suficiente de alimento para estimular os movimentos
regulares do intestino.Pessoas com m distúrbios alimentares consomem 1, 2 ou até
uma caixa inteira de laxantes diariamente. Muitos passam horas no banheiro
sofrendo com os efeitos dos laxantes. Esses efeitos podem ser extremamente
dolorosos e até mesmo levar a morte.
Os
laxantes funcionam estimulando artificialmente o intestino grosso para
esvazia-lo, porem isto só ocorre DEPOIS
do alimento e as calorias terem sido absorvidos pelo organismo. Por isso quem
usa laxantes, só está estimulando seu organismo para perder água e mais nada.
Uma perda de peso pode ser notada mas é temporária, e, está relacionada com a
perda de água; assim que essa água for reposta e o corpo é rehidratado essa
perda de peso não existe mais.
O
intestino delgado aonde o alimento é digerido e aonde os nutrientes e calorias
são absorvidos NÃO PODE SER
ESTIMULADO PELOS LAXANTES.
Cada
vez que a perda de água se processa, ela pode ser entendida pelo organismo como
uma necessidade para reter água, levando a pessoa a sentir-se cada vez mais
“estufada”. Nestes casos, a tendência é tomar mais laxantes, acreditando
que estes eliminaram o inchaço e levarão a uma perda de peso. Isto como já
explicamos, não é verdade. Porque quando e onde o laxante atua, as calorias já
foram absorvidas. Além disso todos os laxantes reduzem os níveis de fluido
corporal, podendo causar desidratação.
Transtornos
no Balanço Eletrolítico: Eletrólitos são minerais como potássio
sódio que estão dissolvidos no sangue e outros fluidos.Eles devem estar
presentes em uma quantidade muito especifica para proporcionar o funcionamento
de nervos e músculos, incluindo o músculo cardíaco.Se laxantes e enemas
modificam esse balanço, isso pode resultar em tremores, câimbras musculares e
espasmos; em alguns casos parada cardíaca. O coração para e ao menos que a
pessoa receba um tratamento médico de urgência, ela morre. Os vômitos também
causam esse distúrbio no bálano eletrolítico.
Desidratação:
Laxantes e enemas removem os fluidos do corpo resultando em média ou severa
desidratação. Desidratação pode levar a fraqueza, visão turva,
desmaios, tremores, danos renais e, em alguns casos morte. Alguns casos de
desidratação requerem tratamento médico porque somente a ingestão de líquidos
não é suficiente para hidratar células e tecidos rapidamente. Por isso é
importante obter atendimento médico imediato par prevenir danos aos órgãos e
morte.
Distensão
do Colón ou Infecção do Colón: Existe um muco protetor que reveste o
colón. Laxantes e enemas retiram este muco protetor tornando o cólon vulnerável
a infecções. Enemas causam uma distensão no cólon e após algum tempo ele
pode perder o tônus muscular, resultando em um cólon incapaz de fornecer as
contrações musculares necessárias para mover o bolo fecal fora do seu corpo.
As complicações médicas conseqüentes do abuso dos laxantes dependem de diversos fatores, incluindo o tipo e a quantidades de laxantes usada, alem de quanto tempo foram usadas. Algumas das complicações mais comuns do abuso dos laxantes são:
Constipação: O uso constante dos laxantes causa realmente constipação. Isto pode conduzir as pessoas à aumentarem a dosagem e/ou quantidade dos laxantes, que por sua vez somente piora o problema da constipação.
Desidratação: Perda liquida através dos intestinos por causa doa laxantes. A desidratação prejudica as funções normais do organismo.
Desequilíbrio
dos eletrólitos : As pessoas que abusam dos laxantes
frequentemente apresentam desequilíbrios do balanço eletrolítico. Os eletrólitos
tais como o potássio, o sódio, e o cloreto são importantes para as funções
da vida. Com diarréia crônica, os eletrólitos são extraídos para fora do
corpo através das fezes. Isto conduz a um desequilíbrio do balanço eletrolítico
no organismo.
Edema
: Como demonstrado anteriormente, os laxantes causam a perda de líquidos.
As mudanças ou as flutuações dramáticas no contrapeso fluido confundem os
mecanismos protetores de auto-regulação , o que faz com que o corpo reaja
retendo o líquido. Em conseqüência, o abuso prolongado dos laxantes
conduz freqüentemente à retenção liquida ou ao edema.
Sangramento
: Pessoas que abusam dos laxantes, especialmente os do tipo
estimulante, podem desenvolver processos hemorrágicos internos. A perda
crônica do sangue associada com o abuso dos laxantes pode conduzir a anemia.
Função Intestinal Danificada: Pessoas que utilizam de forma abusiva dos laxantes do tipo estimulante, podem desenvolver danos permanentes na função intestinal.
Os conhecimentos sobre a homeostase do potássio também são de valia: níveis
de potássio inferiores a 3,5 mEq/L podem ocorrer nas primeiras horas da manhã,
hipocalemia pós-prandial é ocorrência comum. Pacientes com hipocalemia
apresentam fraqueza muscular, fadiga, alterações eletrocardiográficas
(achatamento de onda T, alteração do segmento S-T e aparecimento de onda U).
Pacientes com comer compulsivo ou bulimia podem apresentar hipocalemia devido a
vômitos excessivos, abuso de laxantes e/ou diuréticos.
Em geral, a maioria dos casos de hipocalcemia se relaciona à distúrbios do metabolismo, produção ou resposta tecidual ao paratormônio e/ou aos metabólitos de vitamina D. Abuso crônico de laxantes pode ocasionar hipocalcemia.
Cloro:Redução do cloro sérico é freqüente em pacientes bulímicos devido a vômitos provocados e abuso de laxantes.
COMO PARAR DE ABUSAR DOS LAXANTES
Pessoas que usam laxantes logo percebem que não existe nenhum tipo de ganho com essa situação. Quando usam o laxante, esperam um resultado imediato e positivo ( que seria a "eliminação" do que se comeu, ou perder peso), entretanto o que ocorre é exatamente,ente o oposto. Os sintomas mais comuns do abuso de laxantes são uma sensação de peso de retenção inchaço. Como sabemos que os laxantes são extremamente prejudiciais, a melhor decisão é: PARAR DE TOMA-LOS.
A seguir algumas dicas que podem ajudar a abandonar esse habito prejudicial :
1. Pare de utilizar laxantes, e não utilize nenhuma quantidade, a menos que seu médico a instrua a faze-lo. Lembre que os laxantes do tipo estimulante são especialmente prejudiciais ao corpo.
2. Beba no mínimo 6 a 10 copos de água (outros tipos de bebidas, só descafeinadas, porque a cafeína age como um diurético, promovendo a perda de líquidos) por dia.Restringir o consumo líquido leva a desidratação e piora a constipação ("intestino preso", "prisão de ventre").
3. Inclua alguma atividade física regular no seu planejamento diário, o que ajuda a regularizara a sua função intestinal, embora você deva discutir a intensidade e duração do exercício com o seu médico ( especialmente para quem sofra de algum tipo d de distúrbio alimentar). Exercício demasiado ou muito intenso pode piorar a constipação, devido aos efeitos no metabolismo e na perda liquida.
4. Coma regularmente. É importante que você distribua a quantidade de alimento recomendada a você em seu planejamento diário de alimentação, através, ao menos de 3 refeições ao dia, e, não se esqueça de comer estas refeições em intervalos regulares.
5. Coma mais alimentos que promovam movimentos intestinais. O planejamento dietético mais saudável para promover a função normal do intestino deve conter: pães e cereais integrais, e o farelo ou alimentos mais o grão integral do trigo com o farelo do trigo adicionado. Esta aproximação dietética deve ser feita em combinação com uma ingestão líquida. Os vegetais e as frutas também contribuem para regularizar a função normal do intestino. As ameixas secas e o suco da ameixa seca não são recomendados porque o ingrediente nas ameixas secas que promove movimentos intestinais é um laxativo realmente irritante, e o uso a longo prazo das ameixas secas e do suco da ameixa seca pode resultar no mesmo problema que o uso a longo prazo dos laxantes.
6. Escreva a freqüência com que você vai ao banheiro em uma folha de papel. Se você ficar constipada por mais de 3 dias, chame seu médico ou nutricionista.
O que esperar quando você retira os laxantes ?
Não há nenhuma maneira de predizer exatamente como o fato de parar de tomar laxantes o afetará. Um exemplo: a quantidade ou o período de tempo em que os laxantes foram usados não são um indicador de como intensos os sintomas da retirada serão. A melhor maneira de diminuir os efeitos desagradáveis da retirada dos laxantes deve ser preparar-se para estes efeitos e desenvolver uma "plano de ação" para lidar com isso, caso que os efeitos laterais desagradáveis ocorram.
Os efeitos laterais mais comuns da retirada dos laxantes são:
Constipação do Intestino ( prisão de ventre)
Retenção de liquido
Sensação de Estomago inchado
Ganho provisório de peso
Ao ler a lista acima, você pode ver que a retirada dos laxantes é especialmente difícil para pessoas com distúrbios alimentares. Para quem já é altamente afetado por uma sensação de "sentir-se constantemente gordo", os sintomas referentes à retirada dos laxantes só pioram esse sentimento.Para ajudar-lhe a começar com o processo de retirada dos laxantes, é essencial lembrar que todo o ganho de peso associado com a retirada dos laxantes é apenas provisório.
Os sintomas da retirada dos laxantes não conduzem a um ganho permanente do peso
Quanto tempo a retirada dos laxantes durará?
Isto varia muito. Algumas pessoas têm estes sintomas por 2 dias; algumas outras pode tê-los por 2 a 3 meses. A maioria das pessoas apresenta os sintomas de abuso dos laxantes por 1 a 3 semanas após ter parado.
Abuso
dos La
MITOS
MITO:
Se você induzir a diarréia com laxantes, você pode impedir a absorção do
alimento e evitar o ganho do peso de corpo ?
FATO: Induzir a diarréia por laxantes não muda significativamente a absorção
do alimento no corpo. Conseqüentemente, os laxantes não impedem
significativamente o ganho do peso. O que parece ser uma perda de peso é
realmente desidratação ou perda de água. Os laxantes trabalham no intestino
grosso, onde afetam primeiramente a absorção da água e dos eletrólitos (como
o sódio e o potássio). Assim, atuam somente depois que a maioria dos
nutrientes do alimento já foram absorvidos no corpo.
MITO:
Você necessita usar um laxantes cada vez que tem uma sensação de
"inchaço" e/ou constipação ( prisão de ventre).
FATO: "Sentir-se" constipado não significa necessariamente que
você é constipado. Isto é especialmente verdade para quem tem um distúrbio
alimentar. Comer muito pouco alimento ou comê-lo esporadicamente, pode resultar
em uma sensação de constipação. Neste caso o problema não é a
constipação mas, os maus e/ou pobres hábitos alimentares
MITO:
Quando você é realmente constipado, você precisa usar um laxante.
FATO: Pessoas que usam quantidades excessivas de laxantes
encontrarão eventualmente o exato oposto ao usar os laxantes, o que causará
uma constipação maior.
MITO:
Todos os laxantes são semelhantes .
FATO: Há muitos tipos diferentes de laxantes que são utilizados por via
oral, ou na forma de supositórios.Esses são os que são mais geralmente
utilizados:
Laxantes do tipo estimulante: "Ducolax" , "lacto-Purga" entre outros, alem de alguns laxantes denominados "naturais", como aqueles que contem fenelalanina, ou alguns a base de ervas
Laxantes do tipo Osmótico: Inclui-se nesse grupo o leite de magnésia
Outros:
Incluindo "metamucil" ou fibras insolúveis. Esse tipo de
laxante estimula os movimentos intestinais, porem quando estiverem sendo
utilizados de acordo com o sugerido ( com grandes quantidades de água),
eles não terão os mesmos efeitos físicos no intestino que os laxantes dos
tipos estimulantes e osmóticos. Entretanto, quando esse tipo de estimulante
for mal empregado ( o que significa o uso constante e em quantidades maiores
do que o recomendado), terão as mesmas conseqüências físicas e psicológicas
9 dependência) que os laxantes regulares.
MITO:
Os laxantes, particularmente produtos "naturais", são
seguros.
FATO: O abuso dos laxantes é medicamento perigoso. O abuso laxantes
é definido como:
(1) uso do laxante para o controle do peso, ou
(2)
uso freqüente dos laxantes durante um período de tempo prolongado.
•Refluxo Gastroesofagico Severo: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
•Odinofagia: A odinofagia se define como uma dor durante a deglutição. Oscila desde uma dor "surda" retroesternal com a deglutição, até uma dor como uma "pancada" que irradia até a espalda, dor tão severa que os pacientes não podem deglutir (engolir) a suis própria saliva. A odinofagia é o resultado de um grave processo inflamatório que envolve toda a mucosa esofágica, e algumas vezes pode até afetar os músculos esofágicos
•Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão
•Risco de desenvolver Esôfago de Barret : O esôfago de Barret é um transtorno no qual o revestimento do esôfago (o tubo que leva o alimento desde a garganta até o estômago) apresenta dano causado por irritação, pelos ácidos estomacais que se infiltraram no mesmo. O Esôfago de Barret ocorre após prolongado refluxo ácido na parte inferior do esôfago. O revestimento do estômago cresce para dentro do esôfago.Com o tempo, este tecido do estômago no esôfago pode transformar-se gradualmente em pré-maligno e em alguns casos em tumor maligno
Distúrbios Psicológicos Associados a Privação de Alimentos e a Perda de Peso
Foi realizada um experiência (Minnesota Experiment, Keys e outros, 1950)de referencia com 32 pessoas , na faixa aproximada de 25 anos, há princípio com bom estado físico e mental. Os resultados obtidos mostraram que apos 6 meses de privação de alimentos, durante os quais as pessoas ingeriram diariamente somente a metade de uma quantidade normal de alimentos, a media de perda de peso foi de 16kg, e os distúrbios psicológicos apresentados foram:
Depressão
Irritabilidade
Nervosismo
Isolamento Social
Redução nos interesses
Diminuição da libido
Dificuldade de concentração
Obsessão pela alimentação
O estado de inanição produz a diminuição dos hormônios da tireóide, causando:
metabolismo mais lento: fadiga, intolerância ao frio, pele seca, diminuição do ritmo cardíaco, cansaço, depressão e desanimo.
Para
entender a ação dos medicamentos utilizados para estimular a tireóide é
preciso antes conhecer o significado e as funções da tireóide. Trata-se de
uma pequena glândula com formato de borboleta localizada na região frontal
do pescoço. Essa glândula tem papel vital no controle do metabolismo do
corpo – ela diz ao corpo quão rápido trabalhar e usar energia. Para isso,
produz hormônios tireoidianos (T3 e T4), responsáveis por manter o
crescimento e o desenvolvimento equilibrados, assim como a temperatura
corporal e os níveis energéticos normais.
Se há hormônio tireoideano suficiente no sangue, a glândula pára de fazer
hormônio (o que equivale a um aparelho de ar condicionado que se desliga
quando a sala está suficientemente fria). Mas caso o corpo necessite de mais
hormônio, a tireóide recomeça a produzi-lo novamente. Quem controla esse
fluxo é outra glândula: a pituitária, que funciona como um termostato,
indicando à tireóide quando começar e parar de produzir hormônios e
enviando pelo sangue o hormônio estimulador da tireóide, o TSH.
Os distúrbios da tireóide são comuns e acontecem quando a produção de
hormônio pela glândula foge ao controle. A glândula, por exemplo, pode
produzir hormônio demais, o que é classificado como hipertireoidismo,
fazendo o corpo usar energia mais rápido do que deve, ou o efeito contrário:
produzir pouco hormônio (hipotireoidismo). Por ter uma ação semelhante à
tireóide,certos medicamentos induzem à produção acelerada de hormônio
tireoideano, o que pode provocar o hipertireoidismo, ou seja, acelera o
metabolismo do corpo e provoca o emagrecimento rápido.
Os
efeitos adversos desses medicamento são gravíssimos, envolvendo distúrbios
que podem ser fatais, como infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco)
e derrame cerebral. Tais conseqüências também foram alertadas em
novembro de 1990 pela Food and Drug Administration (FDA), órgão que
regulamenta o setor de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos. No início,
a denúncia pesou sobre a venda desse tipo de substância na forma de suplemento
dietético para perda de peso.
Num curto período consumidores relataram ter sofrido reações adversas, como
insônia, sudorese, nervosismo e diarréia.
Outros países também vetaram o produto. No Canadá, por exemplo, a agência
fiscalizadora local, Health Canadá, advertiu as associações médicas e farmacêuticas
canadenses e o ministro da saúde sobre os riscos destes medicamentos . Naquele
país, produtos com a substância não recebem o número de identificação
(DIG, sigla em inglês para Drug Identification Number) em seus rótulos, o que
desqualifica o medicamento como seguro.
Idec pede retirada à Anvisa
A constatação dos riscos do Tiratricol na literatura médica e científica,
assim como a evidência da proibição do remédio em outros países, levou o
Idec a encaminhar um pedido à Anvisa, a fim de que a agência vete a indicação
da substância como coadjuvante ao emagrecimento ou na forma de cremes. Com o
aval de seus pesquisadores – a farmacêutica Margô Gomes de Oliveira
Karnikowski, a médica Lynn Silver e o pesquisador do Núcleo de Estudos de Saúde
Pública da Universidade de Brasília (UnB) Otávio de Toledo Nóbrega –, o
instituto reivindicou que o medicamento seja imediatamente retirado do mercado
brasileiro e fique restrito ao tratamento de câncer da tireóide em associação
com a levotiroxina. Já que não existe controle sobre os medicamentos vendidos
no Brasil, o Idec também solicitou que a substância seja utilizada apenas em
ambiente hospitalar. Denúncia similar foi enviada, ainda, ao Departamento de
Proteção de Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça.
Médicos e nutricionistas são unânimes em afirmar que o melhor meio para
emagrecer é a reeducação alimentar. Para a coordenadora do Núcleo de Estudos
da Obesidade e Exercícios Físicos do Cepeusp (Neobe), Cláudia Cezar, mais de
95% dos casos de obesidade são causados pelo excesso de comida. “No entanto,
as pessoas não querem mudar seus hábitos alimentares e vão atrás de ‘fórmulas
mágicas’, como cirurgias e remédios para emagrecer.”
Do ponto de vista cardíaco, verifica-se diminuição de todas as dimensões do coração e do volume sistólico.
Fatores que aumentam o risco de desenvolver complicações cardiológicas:
1. Duração, grau e velocidade com que a perda de peso aconteceu
2. Tipo de TCA (transtorno alimentar)
3. Tipo, duração e freqüência do método de purgação
Uma perda de peso severa leva a diminuição do tamanho do coração e pode causar prolapso da válvula mitral.
Outras alterações incluem:
Fadiga: causada pela diminuição do tamanho do coração e bradicardia (Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto). É comum encontrar pacientes com 35 batimentos cardíacos por minuto. Os batimentos de 30 a 40 minutos por minuto necessitam observação hospitalar.
Dificuldade para executar exercícios e tarefas: A atrofia das fibras musculares do coração melhora lentamente com o aumento do peso e se normaliza após um período aproximado de 6 meses apos ter se atingido um peso saudável.
Tontura e Desmaios: causados pela hipotensão (Diminuição da pressão arterial abaixo dos valores normais. Estes valores normais são 90 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 50 milímetros de pressão diastólica).
Hipoglicemia: Diminuição dos níveis de glicose no sangue
Hipotermia: (Diminuição da temperatura corporal abaixo de 35ºC). Intolerância ao frio, causada por uma diminuição da capacidade de termoregulação e pela má perfusão periférica
Palpitações e Arritmias (percepção subjetiva dos batimentos cardíacos. Pode apresentar-se durante algumas arritmias cardíacas ou mesmo em pessoas com ritmo normal)
Dores no peito: causadas pelo prolapso da válvula mitral ou tricúspide.Com a perda de peso o tamanho do coração diminui, mas os tecidos estruturais que compõe as válvulas produzem um prolapso, porque as válvulas se tornam muito grandes para o tamanho diminuído do coração. Até 50% das pacientes anoréxicas apresentam problemas na válvula mitral. O coração se normaliza com a realimentação normal.
Dispnéia: dificuldade na respiração, sensação de falta de ar
No eletrocardiograma podem-se encontrar: arritmias, alargamento do intervalo QRS (complexo de ondas elétricas) e encurtamento de QT em alguns casos, sendo esse último um sinal de perigo, indicando a internação para monitorização cardíaca contínua
A inanição afeta o funcionamento dos ovários e da glândula pituitária.
Os problemas reprodutivos levam a diminuição do FSH ( hormônio folículo-estimulante) e do LH (hormônio luteinizante). O ovário passa a não produzir estrógeno nem progesterona causando amenorréia (Ausência de período menstrual. Pode ser primária: nas mulheres que nunca menstruaram, ou secundária: em mulheres que já estão tendo períodos menstruais e que deixaram de tê-los), tanto em pacientes anoréxicas quanto bulimicas.
A osteoporose ( Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença) é uma conseqüência irreversível , que se produz por falta de cálcio e estrógeno.
Anemia: causada pela deficiência de ferro e pelo sangramento gastro intestinal pelo uso abusivo de laxantes.
Danos irreversíveis presentes em pacientes que vomitam.
Erosão do esmalte dental, com descalcificação das superfícies dos dentes. Nesses pacientes, pode-se notar ainda hemorragia conjuntiva, decorrente do esforço para vomitar.
A parótida pode estar aumentada em 8% a 50% dos pacientes bulímicos, e cerca de 2/3 dos pacientes têm mostrado níveis de amilase sérica elevados
Tomografias cerebrais refletem a atrofia cerebral em pacientes com anorexia. Algumas alterações podem ser reversíveis com o aumento do peso, mas não se sabe se todos disfunções cognitivas. Também as bulimicas demonstram mudanças na estrutura cerebral.
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